O evento Sons que abraçam reuniu artistas, comerciantes e a comunidade do Vale do Capão em um gesto coletivo de afeto e solidariedade em apoio ao músico Isaías Flautaro, figura marcante da música de rua e da vida cultural da vila.
A iniciativa nasceu de uma conversa entre Eve, produtora cultural, e seu companheiro, o músico Igor Bastos (Cabeça), amigo próximo de Isaías e parceiro de palco em diversas ocasiões nas noites capônicas. Diante das questões de saúde enfrentadas pelo artista, que após uma forte mudança de temperatura sofreu paralisação facial e está em recuperação em seu país. A proposta foi criar um movimento coletivo em seu apoio. Eve assumiu a organização e a produção do encontro, mobilizando a rede cultural local.
A resposta foi imediata. Músicos e musicistas participaram de forma totalmente voluntária, sem cachê, e toda a arrecadação da noite foi destinada diretamente a Isaías. A estrutura do evento contou com apoio essencial da Mundo do Cabeça e de Matheus Catitu, que cederam os equipamentos sonoros para a realização do encontro.
Diversos estabelecimentos da vila também se somaram à ação solidária. Entre eles, a Pousada Villaflor, Mercado, Restaurante e Bar Flamboyant, Bicho de Serra, Pizzeria Maria Bunita, Estúdio Nanda Carvalho, Alquimias da Coral Cervejaria, Mundo do Cabeça, Laricapão, Chalés da Vila, Churoots, além de muitas pessoas que contribuíram por meio do chapéu solidário e do Pix.
Isaías Flautaro é reconhecido como um símbolo da resistência da música de rua no Vale do Capão. Presente no cotidiano da vila, ele é visto tocando na calçada do Flamboyant, integrando rodas de choro no beco ou participando dos forrós no coreto, mantendo viva uma expressão artística que faz parte da identidade local.
O Portal Vale do Capão entrou em contato com Isaías, que atualmente está no Chile, e também conversou com Eve, da organização do evento. Para o músico, a música de rua é uma forma de se relacionar com o mundo, criar encontros e garantir o sustento com leveza e confiança. Ele destaca ainda que o crescimento do Capão ampliou os espaços e as possibilidades para os artistas, tornando o território mais diverso e culturalmente rico.








