Sobre o projeto
O projeto ancora-se nos fundamentos da capoeira angola enquanto arte afro-brasileira de resistência, convivência comunitária e inclusão dos grupos subalternizados. Visa valorizar, difundir e incentivar a prática da capoeira no Vale do Capão, tendo como foco central a memória, a presença e o protagonismo de mulheres capoeiristas nesse território.
Era Eu, era minha mana nasce no contexto da participação e do protagonismo das mulheres cada vez mais efetivos na capoeira, uma pauta central para o Coletivo Angola das matas que, desde sua criação, tem orientado suas atividades e sua ética em torno dos legados históricos da capoeira enquanto prática inclusiva e libertadora, buscando criar um espaço aberto para todas, todos e todes.
Pesquisa
Nesse contexto, nasceu o desejo de resgatar a história da capoeira no Vale do Capão, a partir das memórias das mulheres que participaram dos primeiros movimentos de prática e aprendizagem da capoeira na comunidade, bem antes da pauta de gênero ser discutida.
Perguntamos:
Como a capoeira surgiu e se disseminou nessa comunidade em uma época em que o cotidiano e a cultura local eram ritmados por tradições rurais?
Quais eram as formas e as dinâmicas da prática da capoeira no Capão e seus modos de transmissão?
O que mediou o acesso de mulheres e meninas à capoeira de então? Quais foram as experiências delas?
O objetivo é mapear, registrar e difundir a história de mulheres capoeiristas do Vale do Capão, produzindo um acervo audiovisual de livre acesso e uma página web que preservem suas memórias.
Mini doc
A pesquisa irá resultar também na produção de um minidocumentário, construído a partir das memórias e experiências das mulheres capoeiristas do território.
Para o nosso minidocumentário, convidamos Joanita Rocha, Vilma Araújo e Sonia Marques da Rocha, três mulheres de diferentes gerações que fizeram parte da história da capoeira no Capão. Suas memórias e experiências tecem uma narrativa de como a capoeira chegou e se desenvolveu no Vale do Capão.
A pesquisa que dá origem ao minidocumentário é mais ampla e também está sendo construída a partir das conversas com outras mulheres que fizeram parte dessa trajetória.
Evento
No segundo momento do projeto, esse registro audiovisual será exibido para a abertura do evento (nos dias 9 e 10 de outubro) seguido de uma mesa de debate em que vamos discutir as experiências das capoeiristas do Capão de ontem e de hoje e alargar o debate em torno das diversas opressões e discriminações que desafiam os caminhos da capoeira para se tornar um espaço que possa novamente “fazer comunidade”. A discussão tem como pano de fundo, o crescimento do Vale do Capão, a diversificação da sua população, as profundas raízes da capoeira nessa comunidade e os desafios do viver juntos nesse contexto de mudanças .
E teremos muita ginga nesses dois dias! Oficinas para adultos e crianças, musicalidade, rodas,sendo todas as atividades protagonizadas por mulheres capoeiristas. Todas, todos e todes, serão muito bem vinda.o.s para compartilhar, brincar, aprender e ensinar, recriar a magia de uma capoeira que põe em diálogo corpos de diferentes gerações, gêneros, raças e histórias.
Realização
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
INFORMAÇÕES DO EVENTO
Nome do evento:
Era Eu, Era Minha Mana
Data:
09 e 10 de outubro de 2026
Locais: Coreto da vila e Colégio Rufino Rocha
Cidade/território:
Vale do Capão – Chapada Diamantina, Bahia
Entrada:
Gratuita
Inscrições:
sim
Como realizar a inscrição: Via link de inscrição disponível em breve
Programação:
Sexta 9/10 Coreto da vila
17:00 Abertura
Exibição do documentário
17:30
Mesa de debate Memória, inclusão e interseccionalidade na Capoeira com Mestra Brisa, Vilma Araujo, Cristine Zonzon e Alice Browne
19:00 Roda de capoeira
Sábado Colégio Rufino Rocha
9:00 oficinas para crianças: capoeira angola com Cristine Zonzon e capoeira regional com Franca Astete e Leny Pereira (Para crianças de 6 a 12 anos)
14:00 Oficina de movimento com Mestra Brisa
15:30 Oficina de musicalidade com Aline Silveira
17:30 Roda de encerramento
Realização:
Coletivo Angola das Matas
Redes sociais: @eraeu.eraminhamana
Site/página do projeto: disponível em breve
Contato: eraeueminhamana@gmail.com








