Vale do Capão (BA) — O incêndio que destruiu um ônibus escolar no distrito de Caeté-Açu, ocorrido em abril de 2022, completa quase quatro anos sem uma solução definitiva para os danos causados à comunidade. O caso voltou ao debate público após o Coletivo Capão divulgar críticas sobre o abandono da sucata do veículo e a falta de providências das gestões municipais envolvidas.
Como foi o incêndio
Na madrugada de 25 de abril de 2022, o ônibus escolar que atendia alunos da rede municipal e estadual foi totalmente consumido pelas chamas. O veículo estava estacionado próximo a um camping da comunidade quando o fogo começou. Apesar da destruição completa do ônibus, ninguém ficou ferido. Parte da vegetação, da fiação elétrica e um poste próximos também foram atingidos.
Na época, moradores relataram que, na noite anterior, já havia ocorrido uma tentativa de depredação contra o mesmo veículo.
Jovens foram ouvidos, mas negaram participação
Logo após o incidente, a polícia identificou alguns adolescentes por meio de imagens de câmeras de segurança. Eles chegaram a ser ouvidos, mas negaram envolvimento no incêndio. O caso permanece sem conclusão pública.
Coletivo Capão denuncia abandono da sucata
Quase três anos após o incêndio, o ônibus queimado permanece como sucata no Vale do Capão — e é justamente esse ponto que reacende o debate local.
Em nota, o Coletivo Capão afirmou:
“Durante dois anos, o ex-prefeito Ricardo Guimarães não solucionou a remoção da sucata do veículo público. E, mesmo após quase um ano de gestão do atual prefeito Wilson Rocha, o problema permanece sem qualquer resolução.”
Para o coletivo, a permanência da sucata representa descaso administrativo, risco à comunidade, poluição visual e falta de responsabilidade na gestão do patrimônio público.

Comunidade segue sem respostas
O incêndio de 2022 deixou estudantes sem transporte escolar por um período significativo, exigindo medidas emergenciais da Secretaria de Educação na época. Mesmo agora, moradores apontam que a falta de destinação adequada para o veículo queimado amplia o sentimento de abandono e insegurança.
A frustração da comunidade é ampliada por outras pendências envolvendo a gestão da educação local. A atual secretária de Educação, Rosângela Mendes, que ocupou anteriormente o cargo de diretora escolar no distrito, chegou a gerar expectativas de que as demandas do Vale do Capão seriam tratadas com maior sensibilidade e agilidade. No entanto, no primeiro ano da gestão de Wilson Rocha, moradores afirmam que essa proximidade com a realidade escolar não se traduziu em soluções efetivas. Além do caso do ônibus escolar queimado, seguem sem resolução problemas estruturais na escola e outras questões relevantes, como um processo seletivo da Secretaria Municipal de Educação em Palmeiras que recebeu recomendação do Ministério Público da Bahia para ser anulado por irregularidades no edital, segundo matéria do Bahia Notícias: https://www.bahianoticias.com.br/justica/noticia/73742-mp-ba-recomenda-anulacao-de-processo-seletivo-para-professor-em-palmeiras-por-irregularidade-na-formacao — aprofundando a percepção de descaso na administração pública.
A comunidade local espera que o caso seja finalmente resolvido, tanto para garantir a preservação do espaço público quanto para restaurar a confiança nas ações do poder municipal.








