A Campanha Ambiental do Vale do Capão divulgou uma nota de repúdio contra a exoneração do Secretário de Meio Ambiente de Palmeiras (BA), Thiago Ramos. A decisão da Prefeitura foi criticada pela comunidade por ter ocorrido sem diálogo com a equipe técnica da pasta e sem justificativa pública. Para o movimento, a medida atende a interesses particulares e representa risco de retrocesso na defesa ambiental da região.
Avanços da Secretaria de Meio Ambiente em 8 meses
Mesmo com poucos recursos e limitações estruturais, Thiago Ramos é reconhecido por ter conduzido uma gestão ambiental técnica, transparente e participativa. Entre as ações implementadas durante os últimos oito meses, destacam-se:
- Criação do setor de Meio Ambiente, Defesa Civil, fiscalização, licenciamento e gestão de parques;
- Reativação do Conselho Municipal de Meio Ambiente;
- Organização do uso do Fundo Municipal de Meio Ambiente;
- Realização de audiências públicas com a comunidade;
- Acompanhamento de ações de fiscalização;
- Diálogo com o Governo do Estado sobre alternativas para o lixão de Palmeiras;
- Estruturação técnica da secretaria por meio de processo seletivo imparcial;
- Reconhecimento do Rio Preto como sujeito de direito.
“A quem interessa a exoneração?” questiona movimento
Segundo a Campanha Ambiental do Vale do Capão, a exoneração demonstra “uma ação deliberada para eliminar quem incomodava interesses privados e não defendia o interesse público”.
Em nota, o coletivo reforça que não aceitará retrocessos:
“Não aceitaremos que a exoneração de quem protege o meio ambiente seja usada para favorecer aqueles que o destroem em nome do lucro. O meio ambiente não está à venda. O Capão resiste.”








