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Conheça um pouco da história da Festa de São Sebastião (ou Festa de Janeiro, segundo alguns moradores) e saiba como foi organizada esta manifestação cultural pela Comissão Festeira

Festa do Padroeiro do Vale do Capão

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Festa do Padroeiro do Vale do Capão

Conheça um pouco da história da Festa de São Sebastião (ou Festa de Janeiro, segundo alguns moradores) e saiba como foi organizada esta manifestação cultural pela Comissão Festeira

São Sebastião nasceu na França, no século III. Adolescente, em Milão, alistou-se no exército de Diocleciano, chegando a comandante da guarda pessoal deste imperador. Denunciado por outros soldados, por ser cristão, Sebastião foi condenado à morte, sendo executado por centenas de flechas atiradas por outros soldados, estando Sebastião amarrado a um tronco – esta é a imagem mais conhecida deste santo. Como não morreu, voltou a pregar o cristianismo, o imperador então mandou que fosse espancado e, depois de morto, jogado no esgoto público de Roma, mas o corpo foi achado e sepultado por outra cristã. Em 680, por época da trasladação dos restos mortais para uma basílica construída pelo imperador Constantino, a peste epidêmica que assolava Roma cessou, por isso ele é conhecido como protetor contra epidemias, guerras e fome.

São mais de cem as paróquias de São Sebastião no Brasil, as festas acontecem de norte a sul do país e possuem peculiaridades em cada lugar. No Vale do Capão, o evento que marca a tradição do padroeiro já tem mais de 100 anos e é considerado uma das festas mais representativas para toda a comunidade. Ela dura nove dias (uma novena), que inclui em cada um desses dias, programações religiosas e em seguida um forrozinho que é apreciado por todos, além de variadas apresentações culturais. A última novena acontece no dia 19, que é seguida pelo levantamento do mastro e por fogos de artifício. Ainda no dia 19 ocorre um momento da Festa muito esperado, quando toda a comunidade se reúne no centro da Vila para assistir a shows de variadas bandas da região, são muitos estilos, a cada ano diferentes grupos se apresentam. E este momento se estende até o dia raiar, onde na “Alvorada” a fanfarra juntamente com os fiéis dão uma volta na Vila cantando e louvando ao Padroeiro. No dia 20 um farto almoço é servido na casa da festa, um salão ao lado da Igreja e por volta das 14hs acontece a Missa.

Estas datas podem ser um pouco diferentes, segundo escolha da comissão festeira, que algumas vezes modifica o dia da comemoração, para que a festa seja no final de semana e assim garante a participação do público nos diferentes momentos da festa.

Este ano, devido a pandemia, a parte pagã da festa não ocorreu, já as atividades religiosas aconteceram com os devidos cuidados com a saúde dos fiéis. Além disso, a missa na última quarta-feira ocorreu em frente à Igreja às 17h30 e terminou com uma carreata que deu a volta pelo circuito da Vila retornando para a frente da Igreja.

A comissão de São Sebastião, responsável pela organização da Festa, muda a cada ano e está integrada por um grupo de pessoas organizadas em Presidência, Vice-presidência e Tesouraria, os mesmos se reúnem periodicamente durante o ano para organizar o festejo. A mesma possui uma barraquinha, muito conhecida por vender deliciosos quitutes durante diversas datas festivas, Carnaval, São João, Semana Santa, entre outros. Além disso, o grupo faz sorteios, rifas, e outras ações para arrecadar fundos. Segundo os participantes da comissão 2020/2021 (Tesoureiros: Genilson Guimarães e Luziane Neves; Vice-Presidente: Edimilson Ribeiro e Francisca Vieira; Presidentes Igor Araújo e Daniele Magalhães) “Precisamos ser criativos para aproveitar que no Capão muitos gostam de apoiar a cultura local, por isso as pessoas compram rifas, cartelas de sorteios e bingo”.

A comunidade do Vale do Capão e a Comissão da Festa de São Sebastião esperam que no próximo ano todos possamos festejar nossa tradição como era de costume, com muita união e alegria. E como o padroeiro é conhecido como protetor contra epidemias, guerras e fome que ele nos ajude a atravessar este momento tão desafiador.

Por Gaby Witencamps com a colaboração de Clarissa Caballero.

Fotos e vídeos: Igor Araújo

Gabriela Witencamps
Gabriela Witencamps
Atriz, professora de teatro e argentina formada pela Escola de Teatro de La Plata, Buenos Aires, onde é assistente na área de Metodologia da Investigação em artes na carreira de Licenciatura em Teatro. Atualmente trabalha como produtora e coordenadora em El Vodevil, programa de rádio de Artes Cênicas na Rádio de La Universidade Nacional de La Plata e também é integrante da equipe editorial de “El Anzuelo, Educación e Investigación en Artes Escénicas”; Jornal digital editado pela Universidade Nacional de La Plata. Moradora do Vale do Capão onde desenvolve seu projeto de pesquisa sobre as danças afro brasileiras através do estudo da Técnica Silvestre.
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