Depois de dois anos, a lona volta a se abrir no Vale do Capão para mais um encontro entre artistas, comunidade e público. De 6 a 8 de novembro de 2026, o Festival Diamantino de Circo (Festino) realiza sua 8ª edição, celebrando também os 16 anos de uma trajetória construída no território.
O retorno é anunciado pelo Coletivo RIE, que apresenta o FeSTIN8 como um reencontro com a memória e com o próprio percurso do festival. A simbologia do número 8 aparece na comunicação desta edição como representação de um ciclo que continua, conectando passado e presente.
A história do festival está diretamente ligada à presença do Circo do Capão no Vale. Segundo a organização, há mais de duas décadas o circo encontrou espaço para desenvolver seu trabalho na região. Foi nesse contexto que, há 16 anos, nasceu o Festino.
Ao longo das edições, artistas chegaram ao Vale, compartilharam seus trabalhos e experiências e seguiram viagem. Outros permaneceram. Em comum, ficou a construção de uma trajetória marcada por encontros e pela participação de diferentes pessoas.
Um festival construído coletivamente
Para o Coletivo RIE, o Festino não se resume ao que acontece dentro do picadeiro. A realização envolve artistas, equipes responsáveis pela montagem e pelos cuidados com a estrutura, moradores, visitantes e o público que participa das atividades.
A proposta é apresentada como a de um festival “feito à mão, livre, consciente e democrático”, mantido pela força da comunidade, dos artistas e do público.
Essa dimensão coletiva também aparece na forma escolhida para contribuir com a realização do evento nesta edição.

O chapéu como forma de troca
O FeSTIN8 adotará o chapéu como uma das formas de participação do público. Na tradição circense, o artista se apresenta e, ao final, o público contribui de maneira espontânea.
A organização reforça que a contribuição não funciona como um preço para garantir o acesso ao festival. A proposta é estabelecer uma relação de troca, na qual cada pessoa decide se e quanto deseja contribuir para ajudar a manter a roda em movimento.
“Democrático, ancestral e circular”, o chapéu é apresentado pelo festival como uma expressão de liberdade e também como uma maneira de envolver o público na continuidade da iniciativa.
Para contribuir, o festival disponibilizou o PIX festivaldiamantinocirco@gmail.com.

Oito edições, 16 anos de história
A 8ª edição marca um momento simbólico para o festival. São 16 anos desde o nascimento do Festino, em uma trajetória que se confunde com a própria história do circo no Vale do Capão.
O retorno após dois anos reforça ainda mais a ideia de reencontro presente na comunicação do evento. A organização define esse movimento como um ciclo que se fecha e recomeça, fazendo da memória parte da experiência do festival.
A edição também presta homenagem ao mestre Paolo Galinski, além de reconhecer a importância do Circo do Capão, da Chapada Diamantina e das pessoas que ajudaram a construir essa história.

Com a nova edição, a lona volta a ocupar seu lugar como espaço de encontro e celebração no Vale do Capão. A programação completa do FeSTIN8 ainda será divulgada pela organização.
FeSTIN8 – 8ª edição do Festival Diamantino de Circo
6, 7 e 8 de novembro de 2026
Vale do Capão – Chapada Diamantina, Bahia
Realização: Coletivo RIE
Fonte: Coletivo RIE / Festival Diamantino de Circo.








