No tarô, o jogo de seis cartas pode contribuir para esclarecer alguma situação recorrente ou desafiadora no momento e que, por algum motivo, não temos clareza mental e tranquilidade nos sentimentos para lidar com ela. Nesse jogo temos duas colunas com 3 linhas de cartas. Tiramos 6 cartas do lado esquerdo: sempre um arcano maior ao lado de um arcano menor. Nesse lado estão as potências e cenários que nos são favoráveis com relação à situação colocada na mesa. Do lado direito temos as disposições que não são favoráveis. É importante quando estamos interpretando os símbolos, olharmos sempre para o arcano maior como uma potência do consulente. É um arquétipo atuando a partir de um lugar dentro de si mesmo. Ele está ali agindo em um cenário especifico da vida, nesse caso o arcano menor que saiu na posição ao lado.
Assim interpretamos esse jogo tão importante e complexo pois ele nos serve de instrumento para ampliar a nossa percepção sobre questões que estão nos angustiando ou interpelando no momento da tiragem e costuma apontar conselhos sobre que é favorável que se faça ou o que se deve evitar. Ele também pode ser usado para abrir uma casa em uma mandala astrológica de tarô quando a combinação na casa do maior com o menor não ficou muito clara para o consulente. Por isso é interessante revelar mais aspectos sobre a casa e como os arcanos estão dialogando. É também uma ótima dica de jogo para aconselhamentos e perguntas mais voltadas ao cotidiano.
Quem ainda não tem um tarô pode iniciar uma proximidade com um baralho comum, embaralhando os naipes, jogando e sentindo quais naipes se revelam na mesa. Nas próximas semanas falaremos um pouco dos 4 reinos dos naipes e suas representações na nossa vida.
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