segunda-feira, 8 agosto, 2022

Ar seco e crianças

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Ar seco e crianças

Todos devem estar sentindo os calores destes tempos de sol (poderíamos dizer inclemente, mas por que o sol deveria ter clemência? Afinal é da natureza do sol iluminar e queimar).

As plantas estão crestadas, o ar é seco e a chuva é desejo de todos. Mas se demora! Quanta demora!

Preocupa-me o fogo na serra, não sei se fruto de queimadas, de irresponsabilidade de alguém que não se preocupou em vigiar o fogo ou não apagou devidamente a ponta do cigarro, ou se de algum fenômeno natural… Mas o que mais me toca é saber que este ar seco e o pó que se levanta numa dança que, convenhamos, é bonita, embora não tanto quanto o fogo que devasta as serras e nos mostra que beleza também pode ser mortal.

Nisso, nessa secura do ar e do pó, me vem o pensamento nas crianças do nosso Vale, que logo começam a sentir o ar queimar, mais que refrescar. Bronquite, asma, amigdalite, ardor… os adultos também sofrem, mas as crianças… Sei não, mas deveria haver uma lei contra crianças ficarem doentes.

Crianças são como passarinhos cantarolantes e saltitantes que se divertem com quase nada e choram por tudo (esta é a parte não tão boa). Gosto de vê-las sadias. Lembro de minhas filhas e de meu filho, qual pequenos duendes, correndo de um lado para outro, brincando com seus pares como se brincar fosse uma obrigação irremediável, da qual impossível fugir – principalmente porque disso não querem fugir!

Por isso, porque as crianças foram feitas para nos iluminar a vida, quero pedir aos pais e às mães que neste momento hidratem bastante os pequenos e pequenas, sucos naturais, preferencialmente aqueles que não necessitam de adoçar, água bastante, banhos de rio, e, à noite, debaixo da cama ponham uma bacia com água fervendo para umedecer o ar. Quando possível, leve-os para longe dos lugares que têm poeira dos carros.

Beijos no coração de vocês!

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Áureo Augusto
Áureo Augusto
(Foto de Mariane Riani) AUREO AUGUSTO Caribé de Azevedo, soteropolitano, nascido em jan/1953, é médico, artista plástico e escritor. Escreve e dá cursos e palestras sobre medicina, história, filosofia, autoconhecimento, política, crônicas, contos e poemas. Reside e trabalha no Vale do Capão, Palmeiras-Ba, onde atua em clínica particular. Na Unidade de Saúde da Família local viveu a que considera sua mais bela experiência profissional, em um trabalho com atividades educativas, psicossomática, terapêuticas naturais, com foco na saúde e na felicidade. • Título de cidadão benemérito de Palmeiras concedido pela Câmara de Vereadores (Resolução n° 41 de 26/9/97). • Homenageado como Pioneiro nas Práticas Integrativas e Complementares no I Encontro Nordestino de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (UNIVASF, UFBa, UNEB, UFRN, UPE, UFPE, UFPB, UFCe, FA-SA), Juazeiro-Ba, 2 de junho de 2013. • Comendador da Ordem do Mérito Médico do Brasil, concedido pelo Ministério da Saúde (2017).
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