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Se proteja do vírus, mas não sufoque o planeta!

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Se proteja do vírus, mas não sufoque o planeta!

Em janeiro deste ano o Coletivo Capão lançou uma campanha muito importante não só para o Vale, mas para qualquer localidade atenta ao descarte de resíduos e que compreenda o impacto que estes materiais causam no meio ambiente se destinados de forma incorreta.

Através dessa campanha buscamos sensibilizar a comunidade e visitantes a rever seus hábitos de consumo, evitando a produção de lixo com itens descartados imediatamente após um único uso. Visamos também incentivar o comércio a apresentar alternativas mais ecológicas para seus clientes.

O problema com os descartáveis sempre existiu, porém durante o período de pandemia, a população teve uma impressão equivocada de que os descartáveis trariam maior segurança em relação a contaminação por Covid-19.

De acordo com a matéria da CNN Brasil, a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) iniciou o monitoramento da geração de descartáveis e registrou um aumento considerável na produção e demanda dos mesmos durante a pandemia.

A matéria também apresenta o parecer da pesquisadora Luciana Lopes do Ipesa (Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais) sugerindo que a pandemia é uma oportunidade para refletir sobre o tipo de produto que consumimos e o que podemos deixar de consumir, dentro e fora de casa. Ainda segundo a pesquisadora, as alternativas para o banimento do plástico estão sendo adotadas por muitos estados e são embasadas pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), uma lei de 10 anos atrás, que prevê pensar primeiro na redução do consumo, depois no reuso e, por último, na reciclagem adequada.

“No Rio de Janeiro, por exemplo, tem a proibição das sacolas plásticas e dos canudos”, explica. Já em São Paulo, no dia 13 de janeiro, foi sancionada uma lei que proíbe o fornecimento de copos, pratos, talheres, entre outros descartáveis feitos de plástico em hotéis, restaurantes, bares, padarias, festas infantis, clubes noturnos e eventos culturais e esportivos. A medida determina que utensílios feitos de plástico devam ser substituídos por outros de material biodegradável ou reutilizável e entra em vigor no dia 01º de janeiro de 2021.

Luciana esclarece que dentro dos protocolos sanitários propostos, não há nenhuma determinação que pede o uso dos descartáveis nos estabelecimentos comerciais. “Você fazendo a higiene correta da louça, não há nenhum problema”, comenta.

Confira a matéria completa da jornalista Paula Foster no site da CNN Brasil aqui

As grandes cidades estão procurando alternativas para não utilizar produtos descartáveis ou, quando necessário, conscientizam o comércio para o uso de materiais biodegradáveis.

E aqui no Vale? Você sabe como estão sendo elaborados os protocolos a serem seguidos pelo comércio após a reabertura? Você como cidadão, tem acompanhado essas decisões tão importantes para a comunidade? A ACV-VC (Associação de Condutores de Visitante do Vale do Capão), CGC (Conselho de Gestão do Capão) e ACOMTUV (Associação Comercial e Turística do Distrito de Caeté-açu) são algumas das organizações que estão colaborando com os protocolos em determinadas áreas de atuação. Acompanhe as redes sociais das mesmas, leia as declarações divulgadas, compareça às reuniões e, principalmente, diga NÃO AOS DESCARTÁVEIS.

Escrito por Clarissa Caballero, participante do Coletivo Capão

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Coletivo Capão
O Coletivo Capão, é um grupo voluntário atento com as questões ambientais e, particularmente, com a crescente produção de lixo: resíduos sólidos, recicláveis e orgânicos. O principal foco do Coletivo é ajudar a despertar uma maior consciência do consumo, e responsabilidade em relação aos cuidados e descarte de resíduos sólidos, para isto busca promover ações criativas e adequadas à realidade local.

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Nem sempre o que os olhos não veem o coração não sente…

Em nossas experiências diárias sempre temos reflexões do porquê fazer algo e como o que fazemos influencia em nosso dia a dia. Para fazer uma escolha precisamos estar conscientes que o que nós consumimos é sim NOSSA RESPONSABILIDADE.

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